André Muhle
Quanto mais velho eu fico, mais saudades tenho de quando era criança.
Saudades das coisas bestas, que são sempre as que doem mais.
De quando jurava que havia um funcionário anão dentro do caixa eletrônico.
De quando "Caracas" ou sua sonora derivação "Carácolis!"
De quando acreditava de que havia uma lua e um sol para cada cidade.
De quando inconstitucionalissimamente era a maior palavra do mundo.
De quando a minha mãe deixava eu abrir o yakult no meio do supermercado.
Deus sabe como queria passar por isso de novo. Não do mesmo jeito, claro.
Dessa vez daria uma atenção especialàs coisas antes sem importância.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Saudade da infância, da essência de ser criança, da coragem que tive,
da ansiedade do primeiro beijo,
dos choros em família, da primeira professora do primário.
Saudades dos amigos, da escola era tudo tão bonito, tão especial...
Saudade do 3º ano médio, saudades daqueles que amamos e que já se foram,
saudades de sermos nós mesmos sem fingirmos ou mudarmos.
Saudade dos mestres que passaram por nossas vidas, saudades dos sonhos infantis, saudades de viver sem pensar no amanhã, saudades de correr contra o vento,
saudade de se molhar na chuva, saudade de compartilhar a pipoca no cinema, saudade de sair escondido.
Saudade do passado que se foi. Saudade de ter saudade!
Sentir saudade ao contrário é colocar a carroça na frente dos bois,
a prorrogação antes do tempo normal, o amém antes do em nome do pai.
É o rapaz qua na véspera da sua amada partir, fica em casa chorando.
Ao invés de aproveitar os últimos instantes ao lado da pessoa querida.
Mas pensando bem, não é algo tão difícil assim de se entender.
Porque sinceramente, acho que nada deve doer tanto que a consciência de se dar o último beijo, o último abraço ou fazer a última declaração de amor.
Autora: Evelly Bezerra
terça-feira, 18 de setembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Second life se transforma em plataforma de ensino
Universidade de Pernambuco (UPE) leva sala de aula para o mundo virtual. Maior vantagem da ferramenta é proporcionar interação entre alunos e professores de qualquer lugar do mundo.
Imagine assistir a uma aula de graduação na frente do seu computador representado por um avatar da plataforma virtual second life. Imaginou? Então pode começar a achar que essa alternativa está se tornando bastante real – e cada vez mais próxima. Foi o que provou uma aula da disciplina de gerenciamento empresarial, da faculdade de ciências da administração (FCAP) da universidade de Pernambuco (UPE). No último dia 20, uma aula de graduação foi realizada on-line, com os alunos e professores representados por personagens em 3D.
De acordo com o professor da disciplina e idealizador do encontro via Internet, Otto Farias, a aula reuniu 22 alunos que cursam o 9º período de administração.
Ele diz que preferiu a aula on-line para os alunos perceberem algumas dificuldades: "para usar o second life, é necessário um conhecimento mínimo em inglês e informática. Além do conteúdo normal, quero mostrar na prática como essas duas ferramentas são importantes no mundo atual”, explica Farias.
Para a professora da faculdade de Igarassu (Facig) e doutoranda da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Valquíria castelo branco, iniciativas como o uso do second life na educação estão se tornando comuns. "já existem cerca de 16 universidades no Brasil com esse tipo de projeto”, diz a docente, enquanto prepara sua tese sobre a aprendizagem em plataformas virtuais: "é uma forma de interagir que oferece muitas ferramentas úteis em aulas, como chats e conversas via voz. Mas ainda é preciso aprimorar alguns recursos”, destaca.
Outra iniciativa que busca implementar a educação através do second life é a cidade do conhecimento 2.0, versão virtual da cidade do conhecimento, projeto de pesquisas da universidade de são Paulo (UPS).
O espaço servirá também como incubadora de projetos 3D usados para experiências. "Queremos seguir o exemplo do porto digital daí do recife, que sabe fazer muito bem esse tipo de trabalho”, diz Schwartz. Seis instituições de ensino superior já apóiam a idéia.
Imagine assistir a uma aula de graduação na frente do seu computador representado por um avatar da plataforma virtual second life. Imaginou? Então pode começar a achar que essa alternativa está se tornando bastante real – e cada vez mais próxima. Foi o que provou uma aula da disciplina de gerenciamento empresarial, da faculdade de ciências da administração (FCAP) da universidade de Pernambuco (UPE). No último dia 20, uma aula de graduação foi realizada on-line, com os alunos e professores representados por personagens em 3D.
De acordo com o professor da disciplina e idealizador do encontro via Internet, Otto Farias, a aula reuniu 22 alunos que cursam o 9º período de administração.
Ele diz que preferiu a aula on-line para os alunos perceberem algumas dificuldades: "para usar o second life, é necessário um conhecimento mínimo em inglês e informática. Além do conteúdo normal, quero mostrar na prática como essas duas ferramentas são importantes no mundo atual”, explica Farias.
Para a professora da faculdade de Igarassu (Facig) e doutoranda da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Valquíria castelo branco, iniciativas como o uso do second life na educação estão se tornando comuns. "já existem cerca de 16 universidades no Brasil com esse tipo de projeto”, diz a docente, enquanto prepara sua tese sobre a aprendizagem em plataformas virtuais: "é uma forma de interagir que oferece muitas ferramentas úteis em aulas, como chats e conversas via voz. Mas ainda é preciso aprimorar alguns recursos”, destaca.
Outra iniciativa que busca implementar a educação através do second life é a cidade do conhecimento 2.0, versão virtual da cidade do conhecimento, projeto de pesquisas da universidade de são Paulo (UPS).
O espaço servirá também como incubadora de projetos 3D usados para experiências. "Queremos seguir o exemplo do porto digital daí do recife, que sabe fazer muito bem esse tipo de trabalho”, diz Schwartz. Seis instituições de ensino superior já apóiam a idéia.
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