sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Second life se transforma em plataforma de ensino

Universidade de Pernambuco (UPE) leva sala de aula para o mundo virtual. Maior vantagem da ferramenta é proporcionar interação entre alunos e professores de qualquer lugar do mundo.


Imagine assistir a uma aula de graduação na frente do seu computador representado por um avatar da plataforma virtual second life. Imaginou? Então pode começar a achar que essa alternativa está se tornando bastante real – e cada vez mais próxima. Foi o que provou uma aula da disciplina de gerenciamento empresarial, da faculdade de ciências da administração (FCAP) da universidade de Pernambuco (UPE). No último dia 20, uma aula de graduação foi realizada on-line, com os alunos e professores representados por personagens em 3D.
De acordo com o professor da disciplina e idealizador do encontro via Internet, Otto Farias, a aula reuniu 22 alunos que cursam o 9º período de administração.
Ele diz que preferiu a aula on-line para os alunos perceberem algumas dificuldades: "para usar o second life, é necessário um conhecimento mínimo em inglês e informática. Além do conteúdo normal, quero mostrar na prática como essas duas ferramentas são importantes no mundo atual”, explica Farias.
Para a professora da faculdade de Igarassu (Facig) e doutoranda da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Valquíria castelo branco, iniciativas como o uso do second life na educação estão se tornando comuns. "já existem cerca de 16 universidades no Brasil com esse tipo de projeto”, diz a docente, enquanto prepara sua tese sobre a aprendizagem em plataformas virtuais: "é uma forma de interagir que oferece muitas ferramentas úteis em aulas, como chats e conversas via voz. Mas ainda é preciso aprimorar alguns recursos”, destaca.
Outra iniciativa que busca implementar a educação através do second life é a cidade do conhecimento 2.0, versão virtual da cidade do conhecimento, projeto de pesquisas da universidade de são Paulo (UPS).
O espaço servirá também como incubadora de projetos 3D usados para experiências. "Queremos seguir o exemplo do porto digital daí do recife, que sabe fazer muito bem esse tipo de trabalho”, diz Schwartz. Seis instituições de ensino superior já apóiam a idéia.

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